Herdeiros da Cruz
Não queria comentar isto. O que queria era ignorá-lo, passar olimpicamente do tema. Mas há uma cousa que tenho que dizer, assim que farei o esforço e falarei disso.
Os Príncipes do Reino da Espanha aguardam um herdeiro. Até aqui nada especial, já que todas as mulheres das casas reais europeias -as únicas que restam, practicamente- semelham ter-se posto de acordo para ficarem prenhadas. Menudo panorama. Já temos um herdeiro da cruz asegurado, que continue a tradição monárquica recuperada pola Transição. De caralho.
Os média a nível estatal, especialmente a televisão pública, derom mais importância a este facto que à festa que rememora a derrota do nazismo há hoje sessenta anos. Incrível. Isto amosa o tipo de educação que dá FalsiMédia, como muitos começam a chamá-los.
Outra pergunta ronda as nossas cabeças. O chefe do Estado espanhol, João Carlos, teria que ter participado na celebraçãm feita em Rússia, como o nosso representante e junto ao chefe do Governo. Sabedes onde estava? Vendo ao vivo ao moço que se convertiu no passatempo por excelência da populaçom: Fernando Alonso. O rei, o chefe do Estado, estava a ver a um piloto em trocos de fazer o trabalho para o que se supõe que está.
Qual é o sentido da existência duma monarquia? Como se pode falar de igualdade civil quando ninguém, excepto alguns eligidos, pode aceder à chefatura do Estado? Como alguém pode exigir à população austeridade quando o seu chefe de Estado leva uma vida de luxo? Mais importante ainda: por que eu não podo ser chefe do Estado?
Factos como os que acontecem fazem-nos plantejar cousas tam básicas como é o modelo de estado que queremos e que necessitamos. Os média falam sempre a favor da Monarquia. É um facto incuestionável, inamovível, intocável.
É curioso como no Estado espanhol conseguirom impor uma visão do Estado através de cousas tam nímias como as moedas. Alguém reparou alguma vez nas moedas de curso legal espanholas? As de menor rango, de cobre, mui pobres elas, sempre cheias de ferrugem. O que podemos observar num dos lados? A catedral de Santiago de Compostela, obra cúmio da arquitectura na Galiza no período románico, e centro de peregrinação do cristianismo mundial. Esta é a religião oficial, ainda que se fagam mínimos câmbios. As de rango médio, amarelas e atractivas à vista e ao tacto. Num lado podemos ver a face do Miguel de Cervantes Saavedra, máximo exponente da literatura em castelhano. Exactamente, castelhano, a única língua que a Constituição obriga a aprendermos. A língua oficial do Estado. As de rango alto, com duas bandas de cores distintas, pesadas e grossas. Numa das bandas está o rosto de João Carlos I, rei da Espanha e representante da monarquia, única forma de estado admisível polas oligarquias. Com algo tão absurdo como são as moedas já temos estabelecidos os Três Pilares Fundamentais do Estado Espanhol.
E que não che entre na cabeça questionares algum destes valores tradicionais. Já vemos os problemas que tem o Joan Puigcercós, porta-voz da Esquerra Republicana de Catalunya no Parlamento, reivindicando o seu direito a usar a língua de seu na câmara de todos. Ou mesmo o portador do talante por antonomásia, o senhor ZetaPê, com a sua ideia de separar paulatina e timidamente a Igreja do Estado. Já vemos os problemas que tem o hominho para sequer fazer uma pequeninha reforma. E mesmo os grupos que pretendem abertamente cambiarem a forma de Estado pola via pacífica são qualificados polos grupos oligarcas como separatistas e radicais, todos estes apelativos válidos, mas usados de forma despectiva e com claro afão destructivo. Todo aquele que questionar os Tres Pilares corre perigo de ser destroçado publicamente.
Chegados a este ponto, e para rematar, quero propor três perguntas:
Há liberdade de expresão no Estado espanhol?
Respeitam-se os direitos fundamentais como o direito de autodeterminação?
Realmente se pretende conseguir a separação entre Igreja e Estado?
Os Príncipes do Reino da Espanha aguardam um herdeiro. Até aqui nada especial, já que todas as mulheres das casas reais europeias -as únicas que restam, practicamente- semelham ter-se posto de acordo para ficarem prenhadas. Menudo panorama. Já temos um herdeiro da cruz asegurado, que continue a tradição monárquica recuperada pola Transição. De caralho.
Os média a nível estatal, especialmente a televisão pública, derom mais importância a este facto que à festa que rememora a derrota do nazismo há hoje sessenta anos. Incrível. Isto amosa o tipo de educação que dá FalsiMédia, como muitos começam a chamá-los.
Outra pergunta ronda as nossas cabeças. O chefe do Estado espanhol, João Carlos, teria que ter participado na celebraçãm feita em Rússia, como o nosso representante e junto ao chefe do Governo. Sabedes onde estava? Vendo ao vivo ao moço que se convertiu no passatempo por excelência da populaçom: Fernando Alonso. O rei, o chefe do Estado, estava a ver a um piloto em trocos de fazer o trabalho para o que se supõe que está.
Qual é o sentido da existência duma monarquia? Como se pode falar de igualdade civil quando ninguém, excepto alguns eligidos, pode aceder à chefatura do Estado? Como alguém pode exigir à população austeridade quando o seu chefe de Estado leva uma vida de luxo? Mais importante ainda: por que eu não podo ser chefe do Estado?
Factos como os que acontecem fazem-nos plantejar cousas tam básicas como é o modelo de estado que queremos e que necessitamos. Os média falam sempre a favor da Monarquia. É um facto incuestionável, inamovível, intocável.
É curioso como no Estado espanhol conseguirom impor uma visão do Estado através de cousas tam nímias como as moedas. Alguém reparou alguma vez nas moedas de curso legal espanholas? As de menor rango, de cobre, mui pobres elas, sempre cheias de ferrugem. O que podemos observar num dos lados? A catedral de Santiago de Compostela, obra cúmio da arquitectura na Galiza no período románico, e centro de peregrinação do cristianismo mundial. Esta é a religião oficial, ainda que se fagam mínimos câmbios. As de rango médio, amarelas e atractivas à vista e ao tacto. Num lado podemos ver a face do Miguel de Cervantes Saavedra, máximo exponente da literatura em castelhano. Exactamente, castelhano, a única língua que a Constituição obriga a aprendermos. A língua oficial do Estado. As de rango alto, com duas bandas de cores distintas, pesadas e grossas. Numa das bandas está o rosto de João Carlos I, rei da Espanha e representante da monarquia, única forma de estado admisível polas oligarquias. Com algo tão absurdo como são as moedas já temos estabelecidos os Três Pilares Fundamentais do Estado Espanhol.
E que não che entre na cabeça questionares algum destes valores tradicionais. Já vemos os problemas que tem o Joan Puigcercós, porta-voz da Esquerra Republicana de Catalunya no Parlamento, reivindicando o seu direito a usar a língua de seu na câmara de todos. Ou mesmo o portador do talante por antonomásia, o senhor ZetaPê, com a sua ideia de separar paulatina e timidamente a Igreja do Estado. Já vemos os problemas que tem o hominho para sequer fazer uma pequeninha reforma. E mesmo os grupos que pretendem abertamente cambiarem a forma de Estado pola via pacífica são qualificados polos grupos oligarcas como separatistas e radicais, todos estes apelativos válidos, mas usados de forma despectiva e com claro afão destructivo. Todo aquele que questionar os Tres Pilares corre perigo de ser destroçado publicamente.
Chegados a este ponto, e para rematar, quero propor três perguntas:
Há liberdade de expresão no Estado espanhol?
Respeitam-se os direitos fundamentais como o direito de autodeterminação?
Realmente se pretende conseguir a separação entre Igreja e Estado?









1 Comentários:
viva herdeiros e viva galizaaa!!
Por
Anónimo, às 22 Setembro, 2006 23:00
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