Eleições ao Parlamento da Galiza
Não podemos ficar na casa. Não desta vez. Que não nos venham com a história de sempre do voto útil e caralhadas similares. O único voto que não é útil é o que não entra na urna. O resto vale para algo. Ainda que só for para deslegitimar uma aparente maioria que não é tal. Ainda que só for para dar mais um escano ao partido que mais te convence -ou aquele que menos nojo che dá, claro-. Ainda só por isso paga a pena.
O atrasso económico e social que tem o povo galego é denunciável em todos os média de comunicação. O nosso povo foi puteado desde que começou esta aparente democracia. Os governos acadarom a presidência apenas para enriquecerem aos seus conhecidos e a si próprios. O caso Prestige foi apenas o último caso descarado, mas não o único. Aproveitou-se uma catástrofe, causada pola sua incompetência total, para enriquecer a membros pertencentes ou ligados ao governo. Alucinante.
O mais grave não é que o gabinete do senhor Fraga cometa erros. É que quer tomar-nos por parvos e pailães, como sempre nos considerou. Perante o fracasso total na resolução dos problemas derivados do Prestige, o único que se pudo ouvir dos beiços do senhor Fraga e companhia forom acusações à oposição por tentarem tirar rédito eleitoral da crise. Ainda que assim for, não foi a oposição quem dirigiu as operações.
Que não se preocupe o senhor Fraga, que se realmente for como eles dixerom e a oposição só queria ganhar votos, o povo já ia fazer algo, como fizo nalguns actos nos que se apresentara o senhor ZetaPê, e que saiu com ganas de não voltar. A gente decatou-se de que o único que queria era fazer a foto e amossar o seu famoso talante. Mas não somos parvos, cavaleiro.
Nesta pré-campanha tenho ouvido que "o Fraga está feito um moço". O que nos faltava. E de súpeto lembrarom que assinaram algo chamado Plano Galiza com o governo central anterior. Mas claro, eram do mesmo partido e tinham de estar caladinhos, para não darem má imagem. Cousas que passam. Agora, ainda que só for para amolarem ao ZetaPê, estarão a lembrar o sós que ficamos na nossa esquina do mundo, esquecidos por todos (e por todas). O que nunca dirão é que o nosso isolamento enfermiço foi causado na maior parte pola sua gestão. Quem ia ser, se não governou mais ninguém na Galiza desde a chegada da Democracia?
Além -porque ainda há mais, meus pequenos-, o senhor Fraga rejeitou várias vezes os projectos de câmbios no Estatuto Galego. Mas ele solicita competências que não tem, e que estabelece o actual estatuto. Quer competências novas que regula o estatuto mas não quer cambiar o estatuto? O que quer este homem? Tocar os colhões. E morrer como o Franco, de velho e com o maior poder possível.
Estas eleições são vistas abertamente polo PP como a Covadonga da Reconquista da Moncloa. Vem-nos como um preâmbulo, não como um fim a acadarem. A Galiza não importa, o que importa são os resultados que podem dar as nossas eleições nas gerais num futuro. Importamos um caralho, somos provincianos para eles.
Não sei o que fará o resto do mundo, e o certo é que me importa um caralho. Mas eu não ficarei na casa para ver como ganha mais uma vez um ministro do Franco. Não irei votar ao Fraga. Irei botá-lo.
Mejam por nós e ainda dirão que chove...
O atrasso económico e social que tem o povo galego é denunciável em todos os média de comunicação. O nosso povo foi puteado desde que começou esta aparente democracia. Os governos acadarom a presidência apenas para enriquecerem aos seus conhecidos e a si próprios. O caso Prestige foi apenas o último caso descarado, mas não o único. Aproveitou-se uma catástrofe, causada pola sua incompetência total, para enriquecer a membros pertencentes ou ligados ao governo. Alucinante.
O mais grave não é que o gabinete do senhor Fraga cometa erros. É que quer tomar-nos por parvos e pailães, como sempre nos considerou. Perante o fracasso total na resolução dos problemas derivados do Prestige, o único que se pudo ouvir dos beiços do senhor Fraga e companhia forom acusações à oposição por tentarem tirar rédito eleitoral da crise. Ainda que assim for, não foi a oposição quem dirigiu as operações.
Que não se preocupe o senhor Fraga, que se realmente for como eles dixerom e a oposição só queria ganhar votos, o povo já ia fazer algo, como fizo nalguns actos nos que se apresentara o senhor ZetaPê, e que saiu com ganas de não voltar. A gente decatou-se de que o único que queria era fazer a foto e amossar o seu famoso talante. Mas não somos parvos, cavaleiro.
Nesta pré-campanha tenho ouvido que "o Fraga está feito um moço". O que nos faltava. E de súpeto lembrarom que assinaram algo chamado Plano Galiza com o governo central anterior. Mas claro, eram do mesmo partido e tinham de estar caladinhos, para não darem má imagem. Cousas que passam. Agora, ainda que só for para amolarem ao ZetaPê, estarão a lembrar o sós que ficamos na nossa esquina do mundo, esquecidos por todos (e por todas). O que nunca dirão é que o nosso isolamento enfermiço foi causado na maior parte pola sua gestão. Quem ia ser, se não governou mais ninguém na Galiza desde a chegada da Democracia?
Além -porque ainda há mais, meus pequenos-, o senhor Fraga rejeitou várias vezes os projectos de câmbios no Estatuto Galego. Mas ele solicita competências que não tem, e que estabelece o actual estatuto. Quer competências novas que regula o estatuto mas não quer cambiar o estatuto? O que quer este homem? Tocar os colhões. E morrer como o Franco, de velho e com o maior poder possível.
Estas eleições são vistas abertamente polo PP como a Covadonga da Reconquista da Moncloa. Vem-nos como um preâmbulo, não como um fim a acadarem. A Galiza não importa, o que importa são os resultados que podem dar as nossas eleições nas gerais num futuro. Importamos um caralho, somos provincianos para eles.
Não sei o que fará o resto do mundo, e o certo é que me importa um caralho. Mas eu não ficarei na casa para ver como ganha mais uma vez um ministro do Franco. Não irei votar ao Fraga. Irei botá-lo.
Mejam por nós e ainda dirão que chove...









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