Sábado à noite
Todos os dias temos novas de alguém que bebeu de mais. Todos os dias sabemos dalguém que meteu no corpo mais merda da que devesse. Como alguém pode chegar a isso? Como alguém pode chegar a descontrolar tanto como para acabar numa ambulância ou num hospital? O que fizemos para chegarmos a isto?
A minha geração tem um problema. Um mui grave. Podemos percatarnos apenas olhândomos para os problemas de saúde mais comuns: obesidade e diabetes. Enfermidades próprias de sociedades civilizadas. Os nenos do terceiro mundo morrem de inanição. Os nossos morrem obesos, por paradas cardíacas...
Temos tanto que nos sai polas orelhas. Um neno que já tem de todo de pequeno estará afeito a isso quando cresça. O que ocorre se sempre tem o que quiger? Quererá mais. Não o duvidemos. Quando cansa dos jogos de sempre, prova outros, embora tenha de pagar papá. Isso não importa.
O que ocorre quando a monotonia ocupa um lugar na vida de alguém que sempre o tivo todo? Procura novas formas de ócio. Se tem dinheiro, esse ócio pode chegar a ser o consumo de drogas. A maior parte, se não todos os consumidores de cocaína são de classe meia-alta, predominando os segundos. São os mais decadentes, os que já não podem aspirar a nada porque já o tiverom todo. Não param a pensar no dano que se fazem, no dano que fazem a toda a gente que os conhece.
Quando uma noite de sábado o que vês, fores onde fores, é gente que desvaria por causa do alcool e das drogas, tens de pensar que algo vai mal. O puto egoísmo que invade a forma de ver as cousas faz que apenas nos preocupemos por nós, no sentido de que só importam os nossos problemas, não os dos demais. Aliás, não maduramos nunca o suficiente para sabermos soluciá-los sozinhos, e muitos recorrem ao que já sabemos.
Onde está a saída desta funesta senda? Estamos acaso perante uma nova caída cultural, um cataclismo lento e silencioso como o do Império Romano?
Um dia espertaremos e parte do que fomos terá morto com a última copa da noite.
A minha geração tem um problema. Um mui grave. Podemos percatarnos apenas olhândomos para os problemas de saúde mais comuns: obesidade e diabetes. Enfermidades próprias de sociedades civilizadas. Os nenos do terceiro mundo morrem de inanição. Os nossos morrem obesos, por paradas cardíacas...
Temos tanto que nos sai polas orelhas. Um neno que já tem de todo de pequeno estará afeito a isso quando cresça. O que ocorre se sempre tem o que quiger? Quererá mais. Não o duvidemos. Quando cansa dos jogos de sempre, prova outros, embora tenha de pagar papá. Isso não importa.
O que ocorre quando a monotonia ocupa um lugar na vida de alguém que sempre o tivo todo? Procura novas formas de ócio. Se tem dinheiro, esse ócio pode chegar a ser o consumo de drogas. A maior parte, se não todos os consumidores de cocaína são de classe meia-alta, predominando os segundos. São os mais decadentes, os que já não podem aspirar a nada porque já o tiverom todo. Não param a pensar no dano que se fazem, no dano que fazem a toda a gente que os conhece.
Quando uma noite de sábado o que vês, fores onde fores, é gente que desvaria por causa do alcool e das drogas, tens de pensar que algo vai mal. O puto egoísmo que invade a forma de ver as cousas faz que apenas nos preocupemos por nós, no sentido de que só importam os nossos problemas, não os dos demais. Aliás, não maduramos nunca o suficiente para sabermos soluciá-los sozinhos, e muitos recorrem ao que já sabemos.
Onde está a saída desta funesta senda? Estamos acaso perante uma nova caída cultural, um cataclismo lento e silencioso como o do Império Romano?
Um dia espertaremos e parte do que fomos terá morto com a última copa da noite.









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