Conversas diante do espelho

Segunda-feira, Julho 11, 2005

Informação

Mais uma bomba estoupou num dos países ocidentais. Desta vez tocou o turno da Inglaterra. O medo invade os corações dos cidadãos todos, os de dentro e os de fora. Os mussulmanos atacam. Ninguém fica seguro. A solução está em fortalecermos as políticas anti-terroristas, recurtarmos direitos, controlar mais... Realmente alguém crê que com isso vão solucionar algo?

Os ataques estão provocados precissamente para nos tirar liberdade, para diminuir os nossos direitos. Alguém crê ainda que pudesse ser o Bin Laden quem coordinou os ataques às torres gémeas? Creio lembrar que tinha problemas renais... Tem de ficar conectado o dia inteiro a uma máquina. Ainda assim pretendem que acreditemos num afgão ligado a uma máquina trotando de cova em cova do Afeganistão à Arábia Saudi? São várias as teorias sobre uma possível coordinação entre acontecimentos e declarações institucionais para nos fazer crer o que não é. Necessitamos ter um inimigo. Necessitamos que seja distinto a nós. Já que os mussulmanos adoitam ser de pele moura, colhamo-los como inimigos!! Quem melhor? Não olhastes essas fotos tão sinistras de supostos terroristas do integrismo islámico? Que medo!! Esses olhos mouros, distintos dos nossos olhos claros. Essa pele escura... Os inimigos perfeitos!! Especialmente em sociedades como a ianque e a inglesa, onde os prejuizos raciais ainda não morrerom.

Estes terroristas, cujo fim real não acadamos entender, não apenas prejudicam a população matando gente mas, aos que ficarem vivos, provoca uma caída de direitos, até o de agora considerados indispensáveis e inqüestionáveis. O Grande Irmão está a criar o seu espaço, primeiro com informação filtrada. Mais tarde, totalmente censurada. Chegará o dia no que não poderemos saber o que é o que acontecer diante de nós, porque os média mentirão de uma forma tão descarada, e nós estaremos tão lobotomizados, que creremos mais o que dizem eles do que os nossos olhos.

"Liberdade é a liberdade de poder dizer: um e um são dous"